Aos trinta

Parte I

Ali estava eu, sentado naquela velha mesa, tomando meu whisky, como fazia solitário há muitos e muitos anos. Continuar lendo

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Duelo

Ainda crianças, viviam brigando. Adultos agora, resolviam a questão. Ele com a pistola apontada, ela correndo os 10 metros com a faca em mãos. Ela viu o sorriso orgulhoso do adversário, dificilmente acertaria. Quando o fez entendeu. Apenas o amor seria tão orgulhoso, o amor que segurou o gatilho.

Abuso

Todos os dias a história se repetia. Às onze horas da noite, após e em frente à escola, Amanda esperava que o namorado a buscasse. Então, os dois seguiam para os fundos da escola onde havia um parque, e atravessando esse parque tinham o caminho mais curto para a casa da menina. Ganhavam assim, dez minutos todos os dias. Era o tempo em que ficavam namorando na frente do portão da casa, esperando aquele momento em que o pai da menina, preocupado, passasse a ligar as luzes da casa, quando não, abrir a porta e chamá-la para dentro.

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Copo de leite

Todo sábado, por volta do meio-dia, Pedro sentava no mesmo banco, no mesmo bar, com um copo de cerveja gelado à sua frente e ao lado deste um copo de leite branco. Seu parceiro chegava com um belo sorriso, soltava a mochila e bebia o leite, às 12h15min. Pedro adorava passar aqueles minutos na expectativa. Continuar lendo

Despertar

Jorge acordou. Manteve os olhos fechados por um instante, como sempre fazia ao acordar. Tentava lembrar seu último sonho. Lembrava de estar sonhando com o deserto. Não havia um sentido para o qual caminhar, pois não sabia onde queria chegar. Portanto, decidiu seguir a oeste usando como bússola o sol, que a esse momento começava a gerar uma sombra às suas costas.

Lembrou que tinha encontrado uma construção. Uma construção que salvou sua vida, pois uma tempestade de areia surgira. Foram lufadas de areia, uma após a outra, que faziam com que se sentisse desprotegido, ainda estando atrás daquela parede. Mas não era só uma parede, parecia uma caixa quando se via como a areia o cercava principalmente para um claustrofóbico como ele. Suas roupas pesadas que serviam para manter a noite do deserto quente, naquele momento fritavam seu corpo. Mas não era apenas no sonho, estava muito quente mesmo. Jorge abriu os olhos.

– Mas que merda é essa?

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