Sorte grande

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Nunca estivera tão revoltado. Antunes estava cansado das pessoas e seus hábitos. Tudo parecia não lhe favorecer. Foi então que chutou uma lâmpada. Um gênio apareceu e ofertou um desejo. A opção do rapaz foi a melhor arma do mundo. O gênio desapareceu deixando em suas mãos o que parecia ser uma simples pistola. Foi ver o primeiro engraçadinho atravessar a rua fora da faixa que Antunes sacou a arma, apontou para o pé esquerdo do transeunte e apertou o gatilho. Como se tivesse levado um coice, seu próprio pé esquerdo foi arremessado para trás. O transeunte seguiu normalmente. Antunes olhava incrédulo o pé que sangrava. Foi hospitalizado e por pouco não teve que amputar o membro. Já em casa, sem ter que manter a história da bala perdida, voltou a olhar sua arma.  Não haviam balas, assim como não havia antes do primeiro tiro. Foi até a rua, puxou um menino de rua, que acabara de furtar a bolsa de uma velhinha, e o jogou numa viela. Pegou a arma e a pressionou contra o dedinho do pé do delinquente. Deu um tiro esperando ver a havaiana perder o prego. Nada aconteceu. O menino então, assustado com a cara que Antunes fazia, se esgueirou e fujiu dali. Não viu que o allstars de Antunes agora tinha quatro dedos e uma poça de sangue. Antunes então chegou a conclusão que o único alvo certeiro para o atirador daquela arma seria o próprio atirador. Porém, nunca testou tal teoria. A melhor arma, por fim, nunca mais foi utilizada. Era melhor assim.

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