Barata

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Ouviu gritos vindo de sua casa ao chegar do trabalho. Foi ao auxílio da esposa. Entrou pela cozinha e se encaminhou ao quarto, de onde vinham os gritos. Antes de chegar ouviu uma grande explosão. Correu. Entrando no quarto viu a esposa, apenas de calcinha, em pé na cama e arremessando objetos no banheiro da suíte. Ao vê-lo, um brilho de esperança surgiu no rosto manchado pelas lágrimas.

– O que aconteceu? Que barulho foi esse? – ele perguntou.

– Uma … o box… nojenta… quebrou – foram as palavras que ele entendeu.

Olhou rapidamente o banheiro, que parecia ter sido alvo de uma bomba. Cremes, escovas de cabelos e sapatos deles eram alguns dos objetos que vira. O vidro cobria todo o cômodo.

– Você achou ela? A barata está morta? – mais calma ela perguntou.

Ele riu, finalmente havia entendido o motivo de tanta confusão e prejuízo. Riu que gargalhava, deixando-a brava. Quando ela reclamou e ele voltou o olhar, para acalmá-la, percebeu que o problema havia apenas começado. Como explicaria à sua mulher que a barata, que tanto tentara matar, estava agora subindo por sua calcinha? Apertou, então, suas calças. “Tenho que usar o banheiro, já volto”. Trancou-se por horas.

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