Ana e a pedra

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Por muito, sem saber precisar o quanto, Ana viveu ao lado daquela pedra. Apesar de estar à beira de um precipício, a pedra lhe fornecia segurança. Era abrigo do sol e da chuva. Um dia, no entanto, lá de baixo veio um som forte. A represa que ficava abaixo do precipício se rompera. A vazão da água, se continuasse, destruiria todo o vilarejo no descer da serra. Coincidentemente, a pedra, sua pedra, estava em posição perfeita para que, se jogada, tampasse o buraco aberto. Não queria que todas as pessoas ali embaixo perdessem tudo que construíram, em gerações, apenas para que ela mantivesse a companhia da querida pedra. Seria egoísmo. Mirou com atenção e empurrou a pedra. Enquanto a pedra caia, Ana sentiu uma mistura de perda com satisfação. Foi quando viu a corda saindo da terra, ligada à sua perna, que a puxou ferozmente para baixo. Salvou a todos, perdeu-se de si.

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