Batata

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– Ei, você!?

O menino olhou para os lados, estava sozinho. Colocou o dedo no peito como quem pergunta “eu?”. A menina seguia em sua direção. Chegando pouco mais de um metro de distância dele, perguntou?

– Posso te dar um beijo?

– O que!? – o menino assustado perguntou.

A menina então o beijou. Um simples toque de lábios, não fosse o calor que incendiou corpo e face do garoto. A menina saiu e não disse mais uma palavra.

Ele, parado, demorou a notar que tinha recebido seu primeiro beijo. Rápido, simples, com uma desconhecida e no relacionamento mais curto que já tivera.

E pensar que só estava ali pois tinha ido comprar batatas para um purê, que a mãe decidira de uma última hora fazer. Eram tantos “se” naquela história que ele preferiu se agarrar à certeza. Tinha sido muito bom.

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