Outro lado

A verdade seguia um ritmo diferente do habitual para aquele jovem detetive. A moça deitada, envolta por uma poça de sangue, com o horror estampado em seu rosto. As janelas todas sujas. O rapaz notava em sua própria respiração uma aceleração. Esperava apenas que a menina morresse. O que ocorreu em dois ou três minutos. O detetive estava em sua própria cena de crime, com a arma em mãos. E a única coisa que pensava era que estava no melhor lugar para entender o crime. Lambeu a faca ainda quente. Aquele foi o maior júbilo que alcançou em vida. Um tiro, com o cano na própria boca, garantiu a eternidade daquele júbilo.

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